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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 6 - 2002 Número: 3
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Dias, R. C. e Dias, J. M. D.
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Esta revisão apresenta uma discussão sobre o tema da avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) no contexto do envelhecimento humano como uma medida complementar para estudar o impacto das doenças, tanto nas atividades dos indivíduos quanto em sua participação social. São discutidas as alternativas de avaliação genérica e específica da qualidade de vida relacionada à saúde, apresentando alguns questionários, suas vantagens, desvantagens e aplicabilidade na pesquisa e na clínica na área de Fisioterapia, em geriatria e gerontologia. Apresentamos uma análise do uso dessa forma de avaliação como desfecho para ensaios clínicos controlados de exercícios terapêuticos em pacientes idosos com osteoartrite (OA) de joelhos. E, ao final, fazemos uma análise crítica de ensaios clínicos controlados e não controlados, pesquisados na base de dados MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System), que estudaram o impacto de protocolos de exercícios terapêuticos sobre a QVRS de pacientes com OA de joelhos, discutindo sua metodologia e resultados. |
| Palavras-chave: |
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idosos, osteoartrite, joelho, fisioterapia, exercícios terapêuticos, qualidade de vida. |
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| Autores: |
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Sampaio, R. F, Mancini, M. C. e Fonseca, S. T.
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| Resumo: |
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Profissões da área da reabilitação como a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional têm buscado fundamentação científica para nortear a prática clínica. Alguns fatores têm dificultado a integração da produção científica com a prática, entre eles estão o tecnicismo e o modelo médico. O impacto de cada um desses fatores na utilização de evidências científicas para nortear a prática desses profissionais é discutido, bem como as características do contexto sócio-econômico e histórico que vêm pressionando as profissões da saúde a buscarem informação científica para subsidiar a escolha de intervenções. Além disso, discute-se que a adoção de um modelo funcional e que uma melhor sistematização da prática podem auxiliar terapeutas a buscarem evidências que sejam relevantes. Por fim, o conceito de prática baseada em evidências é definido e caracterizado, indicando-se ainda os caminhos necessários para sua implementação na prática de fisioterapeutas e de terapeutas ocupacionais. |
| Palavras-chave: |
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prática baseada em evidências, competência profissional, modelo de função e disfunção. |
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| Autores: |
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Paschoal, M. A.
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| Resumo: |
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Dentre as várias etapas do tratamento nas quais o pneumopata obstrutivo está sob os cuidados do fisioterapeuta, há um momento em que as condições clínicas permitem que os procedimentos sejam direcionados à introdução do paciente à prática de atividades físicas dinâmicas, representadas pela execução de exercícios aeróbios. Objetivando expor o paciente a essa nova condição funcional, cujo gasto energético é mais elevado do que em todas as etapas anteriores de seu tratamento, torna-se necessária sua avaliação cardiorrespiratória dinâmica, para a correta prescrição de sua carga de trabalho em programas de recondicionamento aeróbio. Muitos são os métodos de avaliação e os programas de treinamento aeróbio encontrados na literatura, mas poucos se adaptam à condição da grande maioria dos serviços em que o profissional fisioterapeuta se encontra engajado no Brasil. Nossa intenção com o presente trabalho foi apresentar um método confiável e simples, realizado em cicloergômetro, que possa fazer parte do dia-a-dia da avaliação e do tratamento dos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica. |
| Palavras-chave: |
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doença pulmonar obstrutiva crônica, teste de esforço, exercício dinâmico, fisioterapia. |
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| Autores: |
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Pereira, A. C. e Araujo, R. C.
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| Resumo: |
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O estudo teve por objetivo comparar os sinais elétricos do músculo bíceps braquial espástico e sadio pela eletromiografia (EMG) de superfície. O grupo A constitui-se de 25 indivíduos saudáveis e voluntários e o grupo B, de 25 sujeitos portadores de hemiplegia espástica, sendo que a espasticidade de tais pacientes foi classificada entre os graus 1 e 4 pela escala modificada de Ashworth. Os registros EMG foram obtidos nas condições de repouso, contração voluntária máxima (CVM) e reflexa. Além disso, os registros EMG foram coletados em ambos os lados, para efeito de comparação inter e intragrupos. Os testes estatísticos aplicados para a construção dos resultados foram: o método Shapiro Wilk para conhecimento da curva de freqüência; o teste paramétrico t de Student para a curva normal, tanto para grupos independentes quanto dependentes; e os não paramétricos Wilcoxon e Mann- Whitney para a curva não normal e para grupos relacionados e não relacionados, respectivamente. A comparação feita entre os lados lesado e sadio no grupo B demonstrou diferença estatisticamente significativa em todas as condições de aquisição, sendo a atividade EMG do lado lesado maior ao repouso e ao reflexo, e menor na CVM. Devido à grande variabilidade intrínseca do sinal EMG, e adotando como critério mais consistente a comparação dos valores do sinal entre os lados, verificou-se maior diferença, estatisticamente significativa, no grupo de pacientes com hemiplegia espástica do que entre os lados direito e esquerdo de pessoas saudáveis. Fazendo-se comparação do sinal EMG com a escala modificada de Ashworth, observaram-se as seguintes tendências: na condição de repouso, o sinal EMG foi maior quanto mais severa era a espasticidade; já na condição de CVM, o sinal foi menor quanto maior a severidade dessa espasticidade. Entretanto, não foi encontrada relação entre os valores dos sinais EMG e a severidade da espasticidade, na condição reflexa. Há, portanto, a possibilidade de utilização da EMG de superfície para comparação dos sinais elétricos entre dois músculos semelhantes. |
| Palavras-chave: |
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EMG de superfície, comparação, espasticidade, avaliação quantitativa da espasticidade, escala modificada de Ashworth. |
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| Autores: |
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Renner, A. F., Goldim, J. R. e Prati, F. M.
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| Resumo: |
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O fisioterapeuta, como todo profissional da saúde que toma decisões diante de situações de incerteza, está sujeito a se deparar com dilemas éticos. Um dilema ético é uma situação na qual um profissional da saúde se depara com duas alternativas de tratamento ou condução do caso que tenham justificativas técnicas, mas com algum questionamento moral ou social. O objetivo deste estudo foi identificar os tipos de dilemas éticos presentes na prática do fisioterapeuta. Foi realizado um estudo transversal, tipo "survey", com uma amostra de fisioterapeutas que trabalham em Porto Alegre. Para isso encaminhamos pelo correio uma carta informativa e um questionário. Os dados obtidos foram comparados com um estudo inglês semelhante realizado por Barnitt. Obteve-se retorno de 37 (5,7%), com a exclusão de 13 (35,0%) por não se tratar de questões envolvendo dilemas éticos. A classificação dos dilemas de acordo com os princípios foi casual, apesar de as categorias autonomia, beneficência e justiça terem sido discriminadas no próprio material informativo. Quanto às situações dos dilemas, obtivemos as seguintes respostas: 37,5% relativas ao limite de atuação profissional, 25,0% trataram da falta de recursos, 4,2% referentes ao não dizer a verdade, 4,2% sobre a eficiência da terapia e 29,2% dos fisioterapeutas relataram não ter se deparado com situações referentes a dilemas éticos durante sua atuação profissional. O baixo índice de retorno dos questionários compromete a validade externa do trabalho. Contudo, com base nos dados obtidos com a presente amostra, estabelecemos algumas considerações. As questões predominantes foram relativas às "tomadas de decisões do dia-a-dia". A baixa taxa de devolução e o alto índice de respostas inadequadas podem indicar o pouco envolvimento dos profissionais, a pouca compreensão dos objetivos da pesquisa ou a falta de hábito de reflexão ética. Já o alto índice de ausência de dilemas éticos surpreendeu os autores do presente trabalho, uma vez que o fisioterapeuta tem contato direto com seu paciente, seu sofrimento e desconforto e é um profissional da saúde que toma decisões diante de situações de incerteza. As informações obtidas demonstram a necessidade de realização de mais estudos nessa área. |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia, bioética, dilemas éticos. |
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| Autores: |
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Garcia, R. C. P. e Costa, D.
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| Resumo: |
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Os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos do treinamento muscular respiratório (TMR) na evolução dos parâmetros das pressões respiratórias máximas (PImáx e PEmáx) e das amplitudes de movimento tóraco-abdominal por intermédio da cirtometria e dos valores de peak-flow em pacientes pós-operados de cirurgia cardíaca (CC) e submetidos à circulação extracorpórea (CEC). Foram incluídos no estudo 60 pacientes submetidos à CC eletiva com CEC. Destes, 40 participaram de um TMR, sendo que 20, 13 homens e 7 mulheres com idade de 56 ± 11 anos, treinaram uma vez ao dia, compondo o Gl, os outros 20, 16 homens e 4 mulheres com idade de 58 ± 7,5 anos, treinaram duas vezes ao dia, compondo o G2. Um terceiro grupo de 20 pacientes, 11 homens e 9 mulheres com idade de 63 ± 9 anos, não participou do TMR, vindo a compor o grupo controle (G3). A todos os pacientes foi assegurada a fisioterapia respiratória, seguindo protocolo próprio para pós-operatório de CC dos hospitais envolvidos. A coleta de dados de PImáx, PEmáx, peak-flow e cirtometria foi realizada em três momentos, a saber: no pré-operatório (um ou dois dias antes da CC), no pós-operatório (segundo dia após a CC) e na alta (último dia de internação). O TMR para Gl e G2 teve início no segundo dia pós-operatório e prosseguiu durante todo o período de internação. O protocolo constou de TMR 1 ou 2 vezes ao dia, respectivamente, para G 1 e G2, com sessões de 3 séries de 10 inspirações cada, no próprio manovacuômetro, por intermédio de esforço inspiratório máximo possível. Comparando os resultados entre os três grupos nas fases pré, pós e alta, constatou-se aumento significativo (p < 0,05) da Plmáx e PEmáx, entre Gl, G2 e G3, na fase alta. Os dados foram então ordenados pelo teste Post Hoc de Duncan, em que foram verificadas diferenças significativas na evolução das variáveis Plmáx e PEmáx entre G2 e G3, o mesmo não ocorrendo com G 1. Para os valores de peakflow e cirtometria, as diferenças não foram significativas entre os grupos. Constatou-se que, por intermédio de um TMR específico, ocorreu aumento da força muscular respiratória (FMR) tanto no grupo que treinou duas (G2) quanto no que treinou uma (Gl) vez ao dia, em comparação com o grupo controle (G3), que não apresentou alterações. |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia respiratória, força muscular respiratória, treinamento muscular respiratório, cirurgia cardíaca. |
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| Autores: |
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Walsh, I. A. P. e Gil Coury, H. J. C.
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| Resumo: |
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Um estudo de delineamento longitudinal prospectivo foi conduzido por 2 anos com 27 trabalhadores com histórico de sintomas de lesão músculo-esquelética de uma empresa multinacional de médio porte. Todos responderam a um questionário com informações acerca do número de regiões corporais acometidas e dos locais de acometimento dos sintomas, sendo o mesmo aplicado em duas ocasiões. Na primeira coletaramse informações sobre o início dos sintomas e sobre a situação presente. Na segunda ocasião, dois anos após a primeira, o questionário foi aplicado novamente, trazendo informações sobre as características dos sintomas naquele momento. Os resultados indicaram que no início os sintomas se concentravam em uma ou duas regiões. Na ocasião da primeira aplicação do questionário foram encontradas até seis regiões e na segunda observou-se a mesma tendência de progressão. O teste t de Student utilizado para comparar o número de locais acometidos entre o início dos sintomas e a primeira e a segunda avaliações identificou diferenças significativas entre o número de regiões acometidas no início dos sintomas e na primeira avaliação e entre o início dos sintomas e segunda avaliação, mas não entre a primeira e a segunda avaliações. As regiões acometidas inicialmente foram punho, cotovelo e braço. Na primeira avaliação, regiões mais proximais como ombro e peseoço também passaram a apresentar alta freqüência de acometimento. Para o grupo estudado, os sintomas tiveram evolução progressiva. Dessa forma, uma assistência precoce que interfira nos fatores de origem da lesão é primordial para o sucesso da recuperação dos mesmos. |
| Palavras-chave: |
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lesões músculo-esqueléticas ocupacionais, LER, DORT, sintomas músculo-esqueléticos. |
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| Autores: |
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Oliveira, F., Maki, T., Calonego, C. A., Nascimento, N. H. e Rebelatto, J. R.
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| Resumo: |
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O propósito deste estudo foi comparar os efeitos do exercício contra-resistido em diagonal com halter e da Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) combinada com exercício isométrico ou combinada com exercício contra-resistido em diagonal com halter no incremento de força e no aumento de massa nos músculos bíceps e tríceps braquial. Para isso, 28 indivíduos de ambos os sexos foram divididos em quatro grupos (n = 7 cada):
- Grupo I - exercícios contra-resistidos em diagonal com halter;
- Grupo II - EENM associado à isometria;
- Grupo III - exercício contra-resistido em diagonal com halter associado à EENM;
- e Grupo IV - controle.
Todos os voluntários foram submetidos a um Teste Incremental de Membros Superiores (TIMS) com movimentos em diagonal, seguindo os princípios do método de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP). Foram controladas, nesse teste, as seguintes variáveis: esforço de membros superiores (Escala de Borg), pressão arterial (PA), freqüência cardíaca (FC), perimetria e tempo em que o voluntário realizou o teste e a carga em que terminou. Após 24 sessões de treinamento, realizadas três vezes por semana com a carga fixa de 50% da carga máxima obtida no TIMS, foi repetida a avaliação. Diferenças significativas (p < 0,05) foram encontradas na carga e no tempo pós-treinamento no Grupo III e no aumento da perimetria no membro superior esquerdo do Grupo I. Não houve diferença significativa para Escala de Borg entre os grupos, sugerindo a necessidade de mais pesquisas nessa área. |
| Palavras-chave: |
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fortalecimento muscular, Tese Incremental de Membros Superiores, EENM, FNP. |
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| Autores: |
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Rocha, N. A. C. F. e Tudella, E.
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| Resumo: |
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O presente estudo teve por objetivos verificar a tolerância dos bebês em permanecer em uma superfície rígida e a coordenação mão-boca. Foram estudados 17 bebês saudáveis, idade média = 64,47 dias (± 45,29). Estes foram filmados em estado de alerta nas posturas supina e prona sobre uma mesa de madeira, por um período máximo de 300 segundos. Considerou-se tolerância quando o bebê permanecia em estado de alerta e intolerância quando apresentava choro, no qual o teste era interrompido. A freqüência e o tempo de permanência da coordenação mão-boca foram verificados pela análise das fitas de vídeo. Constatou-se que 82,35% dos bebês demonstraram intolerância à postura prona, enquanto 29,41 %, à supina. O teste não paramétrico de Wilcoxon demonstrou diferença significativa entre as posturas estudadas (p = 0,0026). Verificou-se que o período médio de tolerância em supino foi de 248 s (± 101) e em prono, foi de 161,4 s (± 101,5). A coordenação mão-boca foi verificada em 23,53% dos bebês em uma freqüência média de 1,66 (± 0,57), quando na postura supina. Desses, 5,8% permaneceram com a mão em contato com a boca por um tempo médio de 2 s. Em prono, 29,14% dos bebês apresentaram a coordenação mão-boca em uma freqüência média de 2,25 (± 1,25) e o tempo médio de permanência foi de 20,3 s (± 20,88). Conclui-se que a postura prona é pouco tolerada pelos bebês, no entanto, favorece a coordenação mão-boca. Portanto, deve ser incentivada em momentos de intervenção fisioterapêutica. |
| Palavras-chave: |
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comportamento, coordenação, mão-boca, recém-nascido, ambiente, postura. |
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