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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 6 - 2002 Número: 1
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Guerra, R. L. F., Cunha, C. T. da, Montes, R. S., Júnior, J. A. S., Dias, A. e Dâmaso, A. R.
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| Resumo: |
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A obesidade é uma doença com incidência epidemiológica: atinge 41,5% da população brasileira e está fortemente relacionada às dislipidemias. O objetivo do presente estudo foi observar os efeitos do exercício crônico de intensidade moderada, realizado 2 vezes por semana, durante um período de 12 semanas, acompanhado de orientação nutricional, sobre a composição lipídica no plasma de mulheres obesas. Para este estudo foram considerados os seguintes parâmetros: avaliação antropométrica (peso, estatura e circunferências da cintura e do quadril), concentração de glicose e lipídios no soro (lipídios totais, triglicérides e colesterol total, pelo método colorimétrico enzimático) e avaliação clínica nutricionaI. Decorrente do exercício e da orientação nutricional, observou-se diminuição significativa de 29,8% na concentração de lipídios totais e de 9,50% no colesterol total (*p < 0,05), redução média de 9,9% na concentração de glicose sangüínea e de 18,9% na concentração de triglicérides. Desse modo, acreditamos que este modelo de intervenção (exercício moderado associado à orientação nutricional) contribui de forma substancial para o controle da obesidade e alterações no metabolismo lipídico. |
| Palavras-chave: |
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exercício, orientação nutricional, metabolismo lipídico, obesidade, mulheres, dislipidemias, Síndrome X. |
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| Autores: |
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Mata, Y. L., Amadia, A. C., Hernandez, A. J. e Duarte, M.
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| Resumo: |
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A lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) influencia os mecanismos funcionais da articulação do joelho, por intermédio de processos adaptativos ainda não muito claros. O objetivo do presente estudo foi identificar as alterações biomecânicas da locomoção devido à lesão do LCA em um estudo de caso. Foram analisados a atividade elétrica dos músculos vasto lateral, vasto medial e bíceps da coxa, a força de reação do solo, a variação angular e o momento de força da articulação do joelho durante a fase de apoio do andar. Foram estudados um sujeito com lesão do LCA e um sujeito sem nenhuma disfunção músculo-esquelética. Os resultados indicam a presença de mecanismos compensatórios de redução do momento de força interno extensor no início da fase de apoio do andar, que corrobora com o aumento da atividade eletromiográfica do músculo bíceps da coxa nessa fase. |
| Palavras-chave: |
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análise da marcha, eletromiografia, dinâmica, cinemetria, ligamento cruzado anterior. |
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| Autores: |
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Bonfim, T. R., Danna dos Santos, A. e Barela, J. A.
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| Resumo: |
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Os entorses recidivantes de tornozelo têm sido freqüentemente relacionados à instabilidade mecânica e/ou funcional. Porém, o comportamento funcional da articulação subtalar após este tipo de lesão não é claro. Este estudo investigou a oscilação corporal e o comportamento funcional da articulação subtalar em nove sujeitos com entorse recidivante de tornozelo unilateral (grau 1 ou 2). Um sistema de análise tridimensional foi utilizado para obter informações do centro de massa (CM) em apoio monopodal, com e sem informação visual, durante um período de 20 segundos. Simultaneamente, um outro sistema de vídeo foi utilizado para obter informações da articulação subtalar. Os resultados encontrados demonstraram que, em relação à oscilação corporal, não houve diferença significativa na amplitude média de oscilação do CM entre os tornozelos lesado e não lesado. No entanto, houve diferença significativa entre as condições com e sem visão (p < 0,005). Para o posicionamento da articulação subtalar houve uma diferença significativa entre os tornozelos lesado e não lesado. O tornozelo lesado revelou uma média do ângulo externo da articulação subtalar menor que a do tornozelo não lesado (p < 0,002). Os resultados deste estudo indicam que não há diferença na oscilação corporal, quando em apoio monopodal, entre os tornozelos lesado e não lesado. Isto parece ocorrer devido a um rearranjo mecânico da articulação subtalar que ocorre em um sentido contrário ao mecanismo de lesão, ou seja, há uma tendência de reposicionamento articular do tornozelo em valgo, caracterizando-se como um posicionamento preventivo e também como uma nova estratégia funcional. |
| Palavras-chave: |
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controle postural, entorse, tornozelo, visão, articulação subtalar. |
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| Autores: |
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Padula, R. S. e Gil Coury, H. J. C.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi projetar e desenvolver um dispositivo para mensurar a força transferida ao tronco durante manuseios simulados. Uma caixa de aço foi construída para armazenar uma célula de carga da marca "Kratos", modelo CDB, calibrada para compressão de até 30 kgf, e esta foi conectada a um indicador de leitura "Kratos", modelo DDK, o qual registrava os valores máximos (kgf) exercidos sobre a célula. O dispositivo foi calibrado em três posições. A calibragem foi necessária para compreensão das forças registradas pela célula de carga, devido aos ângulos de inclinação da caixa. Os dados foram analisados de forma descritiva e a seguir aplicou-se uma análise de regressão múltipla para testar a linearidade dos resultados da calibragem. Os resultados mostraram um aumento linear da força em função dos ângulos de inclinação da caixa, confirmada pela análise de regressão, isto tanto para a inclinação horária quanto para a inclinação anti-horária, respectivamente, r2= 0,993 e r2= 0,997. Conclui-se então que diferentes níveis de inclinação da caixa ocasionaram variações bastante pequenas, podendo ser previsíveis. Portanto, o equipamento pode ser considerado adequado para estudos que mensurem especificamente apoios no tronco decorrentes de tarefas simuladas de manuseio. |
| Palavras-chave: |
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manuseio de carga, fisioterapia preventiva, biomecânica, coluna vertebral. |
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| Autores: |
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Corrêa,J. C. F., Corrêa, F. I., Nogueira, G. V., Ferraz, M. C. D., Negrão Filho, R. F. e Bérzin, F.
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| Resumo: |
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Há uma crescente preocupação com o estudo da articulação do joelho durante atividades funcionais como a marcha humana; embora haja estudos detalhados e extensos sobre essa temática, nada há na literatura sobre a análise eletromiográfica da articulação do joelho, associando-a à instabilidade fêmuro-patelar. O presente estudo teve por objetivo apresentar a atividade eletromiográfica dos músculos vasto medial oblíquo e vasto lateral, durante a marcha realizada em aclive e declive. Os resultados, por meio da análise do coeficiente de variação e correlação cruzada no domínio temporal, indicaram a existência de padrões semelhantes para as curvas eletromiográficas médias dos músculos supra citados dos voluntários. Concluiu-se, portanto, que existe um padrão comum de atividade em voluntários saudáveis para os músculos vasto medial oblíquo e vasto lateral. |
| Palavras-chave: |
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eletromiografia, marcha humana, joelho, VMO, VI. |
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| Autores: |
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Brunetto, A. F., Paulin, E. e Yamaguti, W. P. S.
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| Resumo: |
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Dispnéia é um sintoma respiratório que pode ser primário ou associado a várias condições patológicas. A utilização de instrumentos que possibilitem a graduação da intensidade desta sensação subjetiva de desconforto respiratório deve ser incorporada na prática clínica do fisioterapeuta. A literatura relata que vários instrumentos têm sido propostos para a avaliação da intensidade da dispnéia, incluindo métodos de entrevistas, questionários auto-aplicativos e escalas numéricas e visuais. A Escala de Borg Modificada é a mais utilizada na prática clínica para a avaliação do grau de desconforto respiratório durante o exercício, porém sua aplicação está restrita a indivíduos alfabetizados. Diante disso, surgiu a necessidade de criar uma forma alternativa de avaliar a dispnéia em pacientes analfabetos ou com baixo grau de compreensão. Então, elaboramos uma escala com a mesma graduação da Escala de Borg Modificada, porém, em vez de o paciente ler para dar a nota, ele se orientará por quadros que vão variar a intensidade da cor, conforme a sensação de dispnéia referida pelo paciente no momento. Denominamos este novo instrumento de medida baseado na Escala de Borg Modificada de Escala de Borg Modificada Análogo Visual. O objetivo deste estudo foi comparar a Escala de Borg Modificada (EBM) com a Escala de Borg Modificada Análogo Visual (EBMAV) desenvolvida em nosso setor. Foram selecionados, aleatoriamente, 23 pacientes que aguardavam atendimento no Hospital Regional do Norte do Paraná (HURNPr) e que estivessem procurando o serviço devido à dispnéia. Todos os pacientes graduaram a intensidade da dispnéia que apresentavam naquele exato momento por intermédio das duas escalas: Escala de Borg Modificada (EBM) e Escala de Borg Modificada Análogo Visual (EBMAV). A média das notas obtidas pela aplicação das duas escalas foram de 4,83 ± 1,67 para a Escala de Borg Modificada e de 4,91 ± 2,19 para a Escala de Borg Modificada Análogo Visual. Não houve diferença significativa entre os valores das duas escalas (p = 0,32), indicando similaridade entre as duas escalas na mensuração da dispnéia. A EBMAV é um recurso prático que pode ser utilizado pelo fisioterapeuta na avaliação de pacientes não alfabetizados que relatam dispnéia, visando graduar a intensidade dessa sensação subjetiva de desconforto respiratório ao repouso e/ou durante o exercício. |
| Palavras-chave: |
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dispnéia, Escala de Borg Modificada, Escala Análogo Visual, avaliação. |
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