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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 5 - 2001 Número: 2
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Guirro, R., Cancelieri, A. S. e Sant'Anna, I. L.
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| Resumo: |
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O ultra-som terapêutico (UST) é, atualmente, um dos recursos mais utilizados na fisioterapia para o tratamento de diversas lesões do sistema músculo-esquelético. Pela necessidade de sua aplicação em áreas pequenas e/ou irregulares, preconiza-se o uso do colimador, devido à capacidade de convergência do feixe, do balão ou da luva de látex, a fim de aumentar a área de contato. O objetivo deste trabalho foi verificar a efetividade dos colimadores cônico e cilíndrico, do balão e da luva de látex na transmissão da energia ultrasônica. Para tanto, foram utilizados uma balança de pressão de radiação (UPM-DT-I O OHMINIC - Instruments) e um aparelho de UST (Sonomaster - KW) previamente aferidos. O acoplamento dos meios ao transdutor foi realizado por meio de gel hidrossolúvel. A análise estatística foi realizada por intermédio do Teste t de Student para dados pareados. Os resultados mostraram uma transmissividade média de 21 % para a luva, 18% para o balão e 20% para o colimador cilíndrico, em comparação à água. No que se refere ao colimador cônico, a transmissão diferiu (p < 0,05) conforme a quantidade de gel utilizada, 21 % (1,5 ml) e 33% (2,5 ml), independente das fixações. Na ausência do gel, em ambos os colimadores, não houve transmissão da onda ultra-sônica. Os resultados permitem concluir que nenhum dos meios testados deve ser utilizado como meio intermediário entre o transdutor e a área a ser irradiada. |
| Palavras-chave: |
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ultra-som, meios intermediários, transmissividade. |
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| Autores: |
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Shiratsu, A. e Gil Coury, H. J. C.
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| Resumo: |
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O eletrogoniômetro (EGM) tem sido considerado um equipamento efetivo para quantificar posturas e movimentos. No entanto, há aspectos quanto a sua utilização, calibragem e validação que merecem investigação. Por isso, há necessidade de protocolos para a sistematização dessas pesquisas. Assim, este estudo teve por objetivo avaliar dois protocolos de confiabilidade para o sensor XM150/ B da EGM Biometrics, utilizado no estudo de movimentos da coluna vertebral. Para isso foi confeccionado um dispositivo para auxílio do posicionamento dos indivíduos em diferentes amplitudes de flexão do tronco, e foram propostos dois protocolos de teste. Uma calibragem prévia do sensor foi realizada, na qual identificou-se alta correlação entre as medidas obtidas com o mesmo (r = 0,99). Já os resultados das medidas obtidas no dispositivo, utilizando-se os dois protocolos, apesar da boa correlação identificada, indicam que tanto o dispositivo quanto o protocolo podem ser aprimorados. |
| Palavras-chave: |
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eletrogoniômetro, registro de movimento, protocolos de registro. |
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| Autores: |
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Rodrigues, D., Oliveira, A. S. e Bérzin, F.
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| Resumo: |
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Sabendo-se que a dor e a fadiga muscular são sintomas freqüentemente relatados por indivíduos portadores de desordem craniomandibular (DCM), o objetivo desta pesquisa foi avaliar o efeito da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) sobre a freqüência mediana do sinal eletromiográfico do M. masséter direito e esquerdo. Para tal, foram selecionados 20 voluntários do sexo feminino (20-33 anos, x = 24,6), sendo 10 com DCM e 10 sem DCM. A TENS (pulso quadrático bifásico simétrico, 150 Hz, 20 µs, intensidade agradável, modulação em freqüência = 50%) foi aplicada uma vez em ambos os grupos, por 45 min. O exame eletromiográfico foi realizado antes e imediatamente após a aplicação da TENS. A freqüência mediana do sinal eletromiográfico foi obtida por meio da Transformada Rápida de Fourier (FFT) e os dados foram analisados pelo Teste t para dados pareados e pelo Teste t para duas amostras independentes. O estudo mostrou que em ambos os grupos a média da freqüência mediana do M. masséter direito e esquerdo foi menor após a aplicação da TENS. Comparando-se os dois grupos antes da aplicação da TENS, pôde-se observar que, no grupo com DCM, a média da freqüência mediana foi menor que no grupo sem DCM e que essa situação não foi revertida após a aplicação da TENS. Esses resultados sugerem que apenas uma aplicação da TENS promove um deslocamento do espectro de freqüência em direção às baixas freqüências, o que pode ser um indicativo de fadiga M. masséter, tanto no grupo com DCM como no grupo sem DCM. |
| Palavras-chave: |
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desordem craniomandibular, espectro de freqüência, estimulação elétrica nervosa transcutânea, eletromiografia, fadiga. |
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| Autores: |
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Silva, C. S. da, Marques, L. S., Maraes, F. R., Catai, A. M., Oliveira, L. e Silva, E.
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| Resumo: |
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A proposta desta investigação foi comparar a variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) de mulheres de manhã e à noite. Foram estudadas sete mulheres saudáveis, com idade média de 23 (± 2,03) anos. As voluntárias foram avaliadas em repouso nas posições supina e sentada e durante o teste de esforço físico dinâmico do tipo degraus descontínuos, submáximo, nas potências de 20, 30, 40 e 50 Watts (W) em cicloergõmetro eletromagnético na posição sentada. A freqüência cardíaca foi coletada a partir do eletrocardiograma em tempo real pela manhã (8 h) e pela noite (20 h). A VFC foi analisada pelo índice de RMSSD dos intervalos R-R (iR-R) em milissegundos (ms). Em relação aos períodos do dia, foi observado que a VFC no período da manhã, em comparação ao período da noite, nas condições de repouso supino, sentado e durante o exercício físico na potência de 40 W apresentou diferença estatisticamente significativa (p < 0,05). Os resultados mostram, ainda, que da transição do repouso para o exercício físico nos dois períodos ocorre uma diminuição crescente da VFC com o aumento dos níveis de potência. Esses resultados sugerem maior modulação vagal no período da manhã, tanto no repouso quanto no exercício físico. |
| Palavras-chave: |
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variabilidade da freqüência cardíaca, repouso, exercício físico dinâmico, manhã e noite. |
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| Autores: |
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Ferreira, D. M. A. e Defino, H. L. A.
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| Resumo: |
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A escoliose é uma deformidade que afeta a coluna vertebral nos três planos, sendo o desvio lateral no plano frontal, a rotação vertebral no plano axial e a lordose no plano sagital, que produz uma topografia irregular na superfície do tronco, fato que tem levado vários autores a pesquisarem métodos para mensurar este fenômeno. Portanto, o presente estudo foi realizado com o propósito de avaliar a relação da deformidade anatômica estrutural pela rotação vertebral com a magnitude da curva na escoliose idiopática, por meio da mensuração da gibosidade feita em três posições e por três examinadores e também por meio de suas correlações com medidas radiológicas. Foram avaliados 52 pacientes com escoliose idiopática a fim de comparar as mensurações da gibosidade, realizadas com uma régua e um nível d'água em três posições e por três examinadores:
- posição 1. flexão anterior da coluna com os membros superiores em pêndulo;
- posição 2. flexão anterior da coluna com as mãos unidas;
- posição 3. flexão anterior da coluna na posição sentada.
Também foi estudado o coeficiente de correlação linear de Pearson (valor de r) entre essas medidas, com a avaliação radiológica na posição ortostática e de decúbito dorsal, por meio das medidas do ângulo de Cobb e da rotação vertebral pelo método de Nash & Moe e pelo método de Raimondi. Os resultados mostraram uma alta concordância das medidas da gibosidade entre os três examinadores (teste de hipótese, teste t de Student com nível de significância = 5%), e, quanto às três posições, a posição 1 apresentou melhor concordância para mensurar gibosidade quando comparada à posições 2 e 3, que não mostraram diferenças significativas. A correlação das medidas da gibosidade com o ângulo de Cobb foi excelente (r = 0,90 e r = 0,91 nas posições 1 e 2, respectivamente), bem como com a rotação vertebral, pelo método de Raimondi (r = 0,85 nas posições 1 e 2), com o método de Nash & Moe a correlação foi boa (r = 0,77 e r = 0,74 nas posições 1 e 2, respectivamente) somente para as curvas torácicas e na avaliação radiológica na posição ortostática. A correlação do ângulo de Cobb com a rotação vertebral pelo método de Raimondi foi melhor do que pelo método de Nash & Moe nas curvas torácicas (r = 0,90 e r = 0,65, respectivamente) e tóraco-lombares (r = 0,66 e r = 0,57, respectivamente). O método não invasivo utilizado para mensurar gibosidade pode ser recomendado com segurança para detectar escolioses torácicas, principal-mente na posição 1; mas em escolioses lombares ou tóraco-lombares, o método não se mostrou confiável, mas fornece um registro quantitativo que pode ser usado para acompanhamento de tratamento conservador nas escolioses leves e moderadas, porém deve ser intercalado, obrigatoriamente, com medidas radiológicas. |
| Palavras-chave: |
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coluna, escoliose, gibosidade, ângulo de Cobb, rotação vertebral. |
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| Autores: |
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Minamoto, V. B. e Salvini, T. F.
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| Resumo: |
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O objetivo dessa revisão é apresentar estudos recentes que identificaram a relação entre o estímulo mecânico aplicado ao músculo e a expressão gênica de fatores de crescimento pelo próprio músculo. Os fatores de crescimento, secretados pelos músculos esqueléticos, quando submetidos a um aumento de tensão muscular, são similares ao fator de crescimento insuIínico (IGF-I) e regulam a síntese protéica e a hipertrofia muscular. Estudos recentes sugerem que um desses fatores, denominado "mechanical growth factor" (MGF), seja o sinal molecular para a hipertrofia, isto é, o elo de ligação entre o estímulo mecânico ao qual o músculo é submetido e o aumento da síntese protéica que resulta na hipertrofia muscular. Acredita-se que ele seja o principal fator de crescimento que controla o crescimento e a reparação muscular esquelética e cardíaca. Serão também abordadas algumas implicações entre o efeito desses hormônios e a realização dos diferentes tipos de exercícios físicos. |
| Palavras-chave: |
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hipertrofia, estímulo mecânico, MGF, IGF. |
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| Autores: |
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Costa, D. e Jamami, M.
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| Resumo: |
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Com o objetivo de reunir em um único texto, de forma resumida e prática, todos os conteúdos básicos e fundamentais da espirometria, buscou-se na literatura pertinente ao tema os elementos mais importantes sobre ele, a saber: aspectos históricos, principais objetivos e cuidados técnicos, tipos de equipamentos e classificação ou detalhamento e resultados técnicos espirométricos. Dentro da abordagem classificatória estabeleceu-se uma divisão entre a espirometria simples ou convencional e a completa ou por análise de gases. Na espirometria convencional, por meio das três manobras básicas de capacidade vital lenta, capacidade vital forçada e ventilação voluntária máxima, explorou-se os elementos mais comumente empregados para a obtenção dos volumes, das capacidades e dos fluxos pulmo-nares, com uma visão geral da interpretação dos resultados espirométricos. |
| Palavras-chave: |
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espirometria, prova de função pulmonar, curva fluxo-volumétrica. |
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