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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 5 - 2001 Número: 1
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Pereira, A. P. B., Sousa, L. A. P. e Sampaio, R. F.
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| Resumo: |
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O objetivo desta revisão bibliográfica é descrever a metodologia inicial do programa de Back School e suas modificações posteriores, além de revisar os estudos que avaliaram a eficácia dessa intervenção. A intervenção denominada Back School foi inicialmente desenvolvida por uma fisioterapeuta sueca, com o objetivo de capacitar os indivíduos para que assumissem atitudes de auto--cuidado com a coluna, por meio de orientações sobre a lombalgia. Para tanto, a Back School foi estruturada em quatro lições compostas por conteúdos teóricos e práticos (exercícios específicos). Essa proposta inicial sofreu modificações que deram origem a outras escolas, dentre as quais as mais importantes são: Canadian Back Education Units (CBEU) e a Back School Californiana. Alguns estudos comprovaram a eficácia da Back School em reduzir o absenteísmo, a dor e a incapacidade funcional. Porém, outros estudos, que investigaram a associação dessa técnica com a redução de dor e recidiva de lombalgias, não encontraram resultados significativos. Apesar de os artigos revisados descreverem pesquisas bem desenhadas, apresentaram uma metodologia de intervenção muito variada, dificultando nossa análise e mostrando que, para avaliar a eficácia dessa proposta, muitas são as variáveis a ser controladas. Assim sendo, a informação existente não é suficiente para encerrar essa discussão. Atualmente, a Back School pode representar uma alternativa de intervenção para pacientes portadores de problemas na coluna, necessitando, porém, de uma sistematização em sua metodologia. |
| Palavras-chave: |
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Back School, metodologia, lombalgia, fisioterapia. |
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| Autores: |
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Cassol, E. G. M., Canfield, J. T. e Morais, E. N.
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| Resumo: |
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Avaliar o desempenho motor e emocional de parturientes durante o 2º período do trabalho de parto, no Centro Obstétrico do Hospital Universitário de Santa Maria, e verificar as relações com variáveis obstétricas foram os objetivos deste estudo. Considerou-se, como comportamento motor, a prensa abdominal, as condições do períneo e a respiração da parturiente. Categorizou-se o comportamento emocional observado durante o parto como calmo, agitado, muito agitado ou outro comportamento. A amostra foi composta por 105 parturientes, por meio da Técnica de Amostragem por Projeção. Coletaram-se os dados de prontuário, a parturiente foi entrevistada e teve seu parto observado pela pesquisadora. Utilizou-se o qui-quadrado na análise estatística dos dados para verificar as relações entre as variáveis estudadas e o comportamento motor. As relações com o comportamento emocional foram analisadas quali-quantitativamente. Dentre os resultados obtidos, a prensa abdominal associou-se significantemente (p < 0,01) ao tempo de duração do 2º período do trabalho de parto, quando o períneo estava relaxado e o parto ocorreu em menos de 30 minutos, em 86,8% dos casos. Também houve associação significante da prensa abdominal (p < 0,01) e do tempo do período expulsivo (p < 0,01) com o tipo de parto vaginal, sendo que 72,6% das parturientes com prensa e 64,4% dos partos ocorridos em menos de 30 minutos foram realizados sem manobras e/ou instrumentos. Houve relação entre o comportamento motor e o comportamento emocional, com melhor desempenho das parturientes calmas. Acredita-se que o parto, enquanto destreza motora, pode ser aprendido e ter seu desempenho melhorado por meio da prática, o que deverá ser observado em trabalhos futuros. |
| Palavras-chave: |
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preparo para o parto, psicoprofilaxia do parto, fisioterapia pré-parto, comportamento motor. |
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| Autores: |
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Oliveira, A. S., Rodrigues, D. e Bérzin, F.
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| Resumo: |
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O objetivo deste trabalho foi apresentar uma análise eletromiográfica das porções anterior, média e posterior do músculo deltóide de dez voluntários adultos jovens, do sexo feminino, durante o movimento isotônico de abdução livre realizado nos planos escapular e frontal. Os sinais eletromiográficos de superfície foram adquiridos com eletrodos ativos duplo diferenciais, com ganho total de 3.000 vezes e freqüência de amostragem de 1.000 Hz. As amostras foram digitalizadas por uma placa conversora A/D de 12 bits. Os resultados mostram que, independente do plano de abdução do ombro, os valores de RMS das porções média e posterior não possuem diferenças estatisticamente significativas e ambas as porções possuem valores de RMS inferiores ao da porção anterior. Quando os valores de RMS foram comparados em relação ao plano em que o movimento foi realizado, nenhuma diferença estatisticamente significativa foi constatada entre os valores médios de RMS das diferentes porções do M. deltóide. Os valores dos coeficientes de variação dos envoltórios lineares normalizados pela média da amplitude do sinal eletromiográfico apresentaram maior semelhança no padrão de ativação das porções média e anterior quando o movimento era realizado no plano escapular, enquanto a porção posterior apresentou menor coeficiente de variação no plano frontal. Nossos resultados sugerem que, nessas condições experimentais, a amplitude da ativação elétrica das três porções do M. deltóide é semelhante e independente do plano em que o movimento é realizado, por outro lado o padrão de ativação elétrica é mais regular no plano escapular. |
| Palavras-chave: |
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eletromiografia, músculo deltóide, abdução do ombro. |
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| Autores: |
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Albertini, R., Molck, L. M. e Negrão Filho, R. F.
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| Resumo: |
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A abordagem terapêutica conservadora na instabilidade fêmuro-patelar busca o realinhamento do aparelho extensor, em que o músculo vasto medial é o alvo principal. Este estudo teve por objetivo verificar as possíveis alterações elétricas dos músculos vasto medial (VM) e vasto lateral (VL) após uso de eletroestimulação aplicada no VM, em indivíduos normais. Participaram deste estudo cinco indivíduos jovens saudáveis (20 a 22 anos), em que um deles serviu como controle e os outros quatro foram submetidos a 15 sessões diárias (de segunda a sexta-feira) de eletroestimulação em ambas as pernas, no período de três semanas, utilizando o eletroestimulador da Quark Produtos Médicos, modelo Nemesys. Para registro dos sinais elétricos foi utilizado um sistema de aquisição de sinais da Lynx Tecnologia Eletrônica Ltda., com capacidade para analisar sinais captados por eletrodos de superfície passivos (tipo Beckman) e de um eletrogoniômetro. Para análise eletromiográfica dos músculos VM e VL, foram considerados a medida do tempo de início de ativação elétrica e o comportamento da atividade elétrica, obtidos nos voluntários durante a realização do movimento de sentar e levantar, antes e após estimulação elétrica. Os resultados deste estudo demonstraram que há uma tendência do músculo VM ser ativado antes do VL no início do movimento de sentar e levantar, e que não houve diferença no comportamento elétrico dos músculos VM e VL no movimento de flexão e extensão dos joelhos durante a atividade de sentar e levantar, tanto antes como após o programa de estimulação elétrica funcional. |
| Palavras-chave: |
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eletromiografia, eletroestimulação, músculos vasto medial e vasto lateral. |
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| Autores: |
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Teixeira, S. R., Messias, I. de A., Peña, A. F. V., Masselli, M. R. e Converso, M. E. R.
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| Resumo: |
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Este trabalho tem o objetivo de avaliar a quantidade de radiação eletromagnética a que o fisioterapeuta está submetido quando utiliza equipamentos de ondas curtas no tratamento de pacientes, em clínicas de Fisioterapia de Presidente Prudente, SP. Para isso, foram medidas densidades de potência em alguns lugares próximo ao paciente e ao equipamento, durante um procedimento-padrão de tratamento de coluna lombar. O paciente foi colocado em decúbito dorsal e foram usados eletrodos (ou aplicadores) de placas. Os locais escolhidos para medidas foram: 1) acima do painel do equipamento, 2) ao redor do cabo dos aplicadores e 3) na altura do abdome e dos olhos do paciente. As medidas foram feitas usando um medidor de densidade de potência (mW/cm2) NARDA, com um sensor para a faixa de freqüência de 10 a 300 MHz. Os resultados mostram uma queda exponencial da intensidade, em função da distância ao ponto escolhido. Alguns equipamentos apresentam valores da densidade de potência de até 20 mW/cm2, próximo dos cabos e dos aplicadores. Acima do painel de controle do equipamento os valores variam de 0,5 a 4,0 mW/cm2 em distâncias de até 30 cm. Próximo aos olhos do paciente o valor medido é da ordem de 2,0 mW/cm2. Esses resultados indicam que em alguns locais o fisioterapeuta está sujeito a riscos de exposição acima dos valores recomendados pelos orgãos internacionais. |
| Palavras-chave: |
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diatermia, ondas curtas, radiação não-ionizante, radiofreqüência, riscos, saúde. |
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| Autores: |
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Léo, J. A e Coury, H. J. C. G.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi analisar a influência da automatização industrial sobre as amplitudes e freqüência de movimentos do punho em trabalhadoras de uma empresa multinacional de material escolar. Os movimentos foram registrados pela eletrogoniometria durante o trabalho normal em três setores com diferentes níveis de automatização (manual, semi-automatizado e automatizado) da seção de empacotamento. Foram analisadas as amplitudes máximas atingidas, a amplitude média e o número de movimentos. Os resultados indicam que, independente do nível de automatização dos postos de trabalho, foram observadas posturas extremas próximas ao limite articular e repetitividade de movimentos. Apesar desses resultados gerais, diferenças estatisticamente significativas entre os setores foram observadas no número de movimentos (p < 0,01). No setor semi-automatizado o número de movimentos foi 66% maior que no setor automatizado e 33% maior que no manual. Estes resultados sugerem que a automatização progressiva dos postos de trabalho não necessariamente elimina os fatores de risco para as lesões músculo-esqueléticas. Isso é particularmente válido nas situações em que atividades manuais complementares são mantidas ou cuja interface homem-máquina seja pouco flexível. |
| Palavras-chave: |
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distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, movimentos do punho, fatores de risco, eletrogoniometria, automatização. |
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