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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 4 - 1999/2000 Número: 2
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| Autores: |
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Gonçalves, M. e Bérzin, F.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi comparar a atividade eletromiográfica dos músculos semitendinosus (SEMI) e bíceps femuris (caput longum)(BCCL) aos 30º, 60º e 90º de flexão do joelho, durante movimentos realizados no plano diagonal, que caracterizam os padrões do Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva - FNP (Kabat), e os movimentos realizados no plano sagital comumente indicados para reabilitação e treinamento. Estes movimentos foram realizados com e sem aplicação de resistência mecânica por meio do Sistema de Polias Duplas e os graus foram registrados por eletrogoniômetro. Os padrões de movimento no plano diagonal foram:
- extensão, abdução, rotação medial do quadril, flexão do joelho, flexão plantar com eversão do tornozelo, flexão e adução dos dedos;
- extensão, adução e rotação lateral do quadril, com flexão do joelho, flexão plantar com inversão do tornozelo, flexão e adução dos dedos.
Em ambos os movimentos o voluntário estava em decúbito dorsal. O movimento realizado no plano sagital foi: flexão do joelho com o voluntário posicionado em decúbito ventral. No delineamento estatísitico foi verificado os fatores: movimento; carga: sem (L) e com (C); e ângulo: 30º, 60º e 90º. Para cada um dos músculos, separadamente, foi efetuada Análise de Variância. A interação entre estes fatores foi detalhada para verificar diferenças entre níveis de um fator em cada nível do outro. Nestes casos, calculou-se a DMS (⊇) para contrastes entre pares de médias pelo método de TUKEY. Os resultados obtidos foram: Efeito de movimento: (M1 = M2) < M3, p ≤ 0,01. Efeito de carga: L < C, p ≤ 0,01. Efeito de ângulo: (30 = 60) < 90, p ≤ 0,05. Dos resultados obtidos, conclui-se que os músculos BCCL e SEMI apresentam maior atividade eletromiográfica no movimento de flexão do joelho no plano sagital e que em todos os padrões estudados os músculos apresentam maior atividade quando submetidos a aplicação de carga e quando atingiram 90º. |
| Palavras-chave: |
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eletromiografia, biomecânica, Fisioterapia, FNP, treinamento. |
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| Autores: |
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Ladeira, C. E. e Magee, D. J.
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| Resumo: |
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Este trabalho teve dois objetivos: (a) determinar a relação entre extensibilidade muscular e distensões músculo-tendinosas e (b) identificar a relação entre a proporção de torque entre flexores/extensores (F/E) do joelho versus estiramento ligamentar do joelho e distensões nos membros inferiores (MIs). A extensibilidade muscular e o torque F/E do joelho de 62 jogadores amadores canadenses foram avaliados antes de um campeonato de futebol com duração de seis meses. Vinte e duas lesões foram observadas prospectivamente durante o campeonato. Jogadores com encurtamento nos ísquio-tibiais sofreram mais distensões neste grupo muscular do que seus colegas. Jogadores com uma alta proporção F/E de torque no joelho, obtido com o dinamômetro isocinético Cybex II® na velocidade de 30º por segundo (ºs), sofreram um maior número de distensões nos MIs do que seus colegas. Os resultados desta pesquisa devem ser interpretados cuidadosamente devido ao pequeno número de lesões observadas. Entretanto, estes resultados serviram para alertar fisioterapeutas sobre fatores de risco que podem estar associados a uma alta incidência de lesões no futebol. |
| Palavras-chave: |
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futebol, flexibilidade, fator de risco, força muscular, lesões desportivas, desequilíbrio muscular. |
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| Autores: |
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Brasileiro, J. S. e Villar, A. F. S.
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| Resumo: |
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A proposta do presente estudo foi avaliar a influência da eletroestimulação funcional (EEF) na produção de força muscular. Essa influência refere-se, sobretudo, à capacidade de a EEF produzir ou não contrações musculares efetivas e, a partir daí, analisar sua possível aplicação terapêutica. A experiência envolveu 20 indivíduos do sexo masculino, com idade variando entre 20 e 30 anos, sem patologias prévias no sistema músculo-esquelético. Avaliou-se o torque extensor do joelho esquerdo de todos os participantes, em três situações distintas: na contração voluntária máxima (CVM), na contração provocada pelo uso exclusivo de um eletroestimulador e, por último, quando a aplicação da corrente elétrica foi superposta à CVM. Os torques foram obtidos usando-se uma cadeira de Bonet adaptada, com a instalação de dois transdutores de força acoplados a um microcomputador. Por meio de um software especialmente desenvolvido, os valores obtidos pelos sujeitos foram visualizados no monitor. A forma de corrente empregada na eletroestimulação foi a bifásica simétrica, com pulsos de 250 microssegundos de duração, freqüência de 70 Hz, e a amplitude utilizada foi a necessária para a produção de uma contração ao mesmo tempo uniforme e tolerável pelo indivíduo. A corrente elétrica mostrou-se capaz de produzir contrações musculares uniformes e efetivas, sendo que o torque gerado a partir desta foi menor que o produzido pela CVM (45,05% desta). A superposição da eletroestimulação à contração voluntária não demonstrou aumento significativo no torque extensor dos joelhos dos indivíduos analisados. |
| Palavras-chave: |
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força muscular, estimulação elétrica, eletroestimulação funcional. |
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| Autores: |
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Barbosa, L. H., Sturion, H. C., Walsh, I. A. P., Alem, M. E. R. e Gil Coury, H. J. C.
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| Resumo: |
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O objetivo deste estudo foi avaliar posturas adotadas no trabalho, cargas manuseadas, características da atividade e desconfortos músculoesqueléticos em um setor industrial de escolha de lápis antes e após uma intervenção ergonômica. Dois grupos de trabalhadores participaram deste estudo: um grupo de 61 indivíduos que participou do estudo 1, e outro de 20 indivíduos, escolhidos aleatoriamente a partir do primeiro grupo, que participou do estudo 2. Os desconfortos percebidos antes e após a intervenção foram avaliados por um procedimento cego de avaliadores. As atividades do setor antigo (pré) e do novo (pós-intervenção) foram filmados e observados diretamente. As posturas foram registradas. O ciclo de trabalho foi cronometrado, as subetapas descritas e as cargas manuseadas e a produtividade foram medidas. Foi realizada uma entrevista para o registro da percepção dos funcionários sobre a intervenção. O teste qui-quadrado foi utilizado para o estudo dos desconfortos. Os resultados indicaram que os trabalhadores passaram a adotar posturas mais favoráveis após a intervenção para os segmentos: pescoço, cotovelo e coluna lombar. No entanto, as posturas do ombro e punho não apresentaram melhora. O manuseio de cargas foi completamente eliminado com a automação do transporte dos feixes de lápis e o trabalho muscular isométrico reduzido em 88%. A duração total do ciclo de trabalho foi levemente reduzida e a natureza das tarefas tomou-se mais esteriotipada. A análise dos desconfortos mostrou uma redução significativa para todas as regiões estudadas (p < 0,00001). Considerando os resultados deste estudo, é possível observar que a redução da força exercida e das posturas extremas durante as tarefas parece ter recebido maior impacto na redução dos desconfortos do que outros fatores, como ritmo de trabalho e controle da tarefa, os quais pioraram após a intervenção. |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia preventiva, ergonomia, desconforto, postura, biomecânica, cinesiologia |
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| Autores: |
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Pires, V. A., Costa, D., Jamami, M., Oishi, J. e Baldissera, V.
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| Resumo: |
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Os objetivos deste estudo foram investigar a existência de diferenças na evolução dos parâmetros de Pressão respiratória máxima (PImáx e PEmáx), do Volume Corrente (VC), Volume minuto (Vm), índice de Tobin e índice de oxigenação, em pacientes sob Ventilação Mecânica (VM), submetidos a um Treinamento Muscular Respiratório (TMR), verificar se esse tipo de intervenção contribui para o sucesso do desmame da VM e comparar os dois tipos de TMR utilizados. Foram estudados 45 pacientes com mais de uma semana sob VM e com pelo menos uma tentativa de desmame, malsucedida. Destes, 20 participaram de um TMR, utilizando o ajuste da sensibilidade do respirador e compuseram o grupo 1 (G-1) (9M e 11 H), 5 pacientes participaram do TMR com uso do threshold, constituindo o grupo 2 (G-2) (2m e 3H), e 20 não foram submetidos ao TMR e compuseram o grupo controle, grupo 3 (G-3) (9M e 11H). Para o TMR foi utilizada uma carga de resistência inspiratória com 40% da PImáx, obtida na avaliação inicial dos pacientes. Todos os pacientes participaram da rotina convencional do hospital e da UTI e foram submetidos a uma avaliação clínica constante, realizada durante todo o período de internação. O protocolo constou de duas sessões ao dia, nas quais foram realizadas cinco séries de dez inspirações. Comparando os resultados dos três grupos, constatou-se que não houve diferenças significativas (p ≤ 0,05) na evolução das variáveis entre os grupos G-l e G-2 na maior parte das sessões, e os dois grupos diferenciaram do G-3. Por meio de um programa de TMR específico, observou-se um aumento significativo da PImáx (G-l - 79% e G-2 - 58%), PEmáx (G-1 - 79% e G-2 - 61 %), VC (G 152% e G - 235%), PaO2/FiO2 (G - 132% e G - 212%) e Vm diminui no G-I (10%). O índice de Tobin diminuiu nos pacientes dos grupos G-l (50%) e G-2 (45%) e aumentou nos pacientes do G-3 (30%). Como efeito do TMR, os músculos respiratórios responderam eficientemente ao programa de TMR, pois estes tiveram um aumento da FMR e, como tal, contribuiu para o processo de desmame e redução no número de óbitos e de retorno ao aparelho. |
| Palavras-chave: |
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Treinamento Muscular Respiratório, Ventilação Mecânica, desmame, força muscular respiratória, músculos respiratórios. |
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