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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 4 - 1999/2000 Número: 1
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| Autores: |
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Sande, L. A. P., Parizzoto, N. A. e Castro, C. E. S.
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| Resumo: |
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O objetivo deste artigo foi apresentar aspectos da síndrome dolorosa miofascial encontrados na literatura. Além dos conhecidos distúrbios dos tecidos moles, que incluem os efeitos de traumas, as inflamações, fraqueza, tensão e espasmos musculares, há uma entidade fisiopatológica descrita há alguns anos, que também atinge estes tecidos e é conhecida como síndrome dolorosa miofascial. Esta síndrome é descrita como sendo uma disfunção neuromuscular regional caracterizada pela presença de locais sensíveis em bandas musculares contraturadas/tensas que produzem dor referida em áreas distantes ou adjacentes. Inúmeros tratamentos têm sido propostos visando à remissão do quadro clínico, entre eles: agulhamento seco, uso do spray de cloreto de etila ou fluormetano seguido por alongamento, injeção do ponto-gatilho com anestésicos ou solução fisiológica salina também seguida por alongamento, compressão isquêmica, técnicas de fricção profunda miofascial, TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea), ultra-som, iontoforese, calor (seco e úmido), medicamentos analgésicos, antinflamatórios ou relaxantes musculares, biofeedback. O objetivo desses tratamentos é a eliminação do ponto gatilho, restauração da amplitude de movimento e força muscular normais e sem dor. Além disso, é necessária uma educação para o paciente prevenir e lidar com as recorrências e também bloquear os fatores precipitantes e/ou perpetuantes. Mas ainda há muitas divergências nos resultados de diferentes estudos, o que sugere uma análise crítica dos mesmos e uma maior preocupação com as metodologias empregadas. |
| Palavras-chave: |
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dor miofascial, dor musculoesquelética, pontos-gatilho. |
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| Autores: |
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Machado, C. K., Andrade, S. C. R., Veiga, M. C. F. A. e Castro, J. C. B. de
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| Resumo: |
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Este experimento foi realizado tendo por objetivo verificar a influência do exercício físico na pressão arterial e no controle do peso corporal em ratos normais e ratos com hipertensão renovascular crônica, pelo método de Godblatt um rim, um clipe (HG1) Foram utilizados 40 ratos Wistar com peso entre 150 e 200 g, divididos em 4 grupos: I e II - Normotensos com e sem exercício físico; III e IV - Hipertensos (HG1) com e sem exercício. O exercício físico constou de natação durante 15 minutos, 2 vezes ao dia por 5 semanas consecutivas. A pressão arterial dos animais foi verificada aos 7, 14,21,28 e 35 dias por meio de um eletrosfigmógrafo (NARCO BIOSYSTEMS, Houston, USA), com cabos acoplados do microfone KOROTKOF e bomba de compressão de cauda (cuff pump) e o peso corporal foi verificado diariamente antes do treinamento. Os resultados foram analisados, através do teste T de "Student" para dados pareados e não-pareados. Pelos resultados obtidos observou-se, decorrente do exercício, que os animais normotensos apresentaram redução significativa do ganho de peso corporal. Por outro lado, os animais hipertensos submetidos ao exercício físico, apresentaram uma redução significativa de PA, sugerindo que nos animais hipertensos (HG1), submetidos ao exercício físico de natação, por um período de 5 semanas, a pressão arterial é mais sensível a alterações do que o peso corporal. E que a natação reduz o ganho de peso corporal em animais normotensos sem alterar de forma significativa a PA. |
| Palavras-chave: |
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exercício físico, hipertensão. |
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| Autores: |
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Dionísio, V. C. e Volpon, J. B.
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| Resumo: |
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Foi analisado o efeito da aplicação do ultra-som terapêutico na vascularização do músculo após ser provocada uma lesão experimental. Foram utilizados 10 coelhas da raça Nova Zelândia, com peso médio de 2,5 kg. Os animais foram submetidos à lesão por esmagamento do músculo reto femoral em ambas as coxas de acordo com o modelo cirúrgico de Allbrook (1962), e após 24 horas, um dos lados foi tratado com ultra-som terapêutico e, o outro, serviu como controle. A freqüência utilizada foi de 1 MHz e intensidade de 0,5 W / cm2 por 5 minutos, durante 10 dias consecutivos. Após 48 horas do término do período de tratamento, os animais foram sacrificados. Realizou-se a lavagem do sistema vascular com solução fisiológica e depois fez-se a injeção de uma solução de sulfato de bário e tinta da China por meio de um cateter introduzido na aorta abdominal. Os músculos do fêmur foram ressecados e submetidos ao processo de diafanização, de acordo com a técnica de Spalteholz. Depois que as peças foram fatiadas e tomaram-se transparentes, foram examinadas por microscópio cirúrgico. Os resultados não mostraram diferenças no padrão da vascularização (artérias e arteríolas) entre os lados tratados e não-tratados, sugerindo que o ultra-som terapêutico não provocou mudanças no padrão vascular após aplicação precoce em lesão muscular. |
| Palavras-chave: |
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ultra-som, neovascularização, músculo esquelético, lesão muscular. |
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| Autores: |
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Menezes, D. F., Volpon, J. B. e Shimano, A. C.
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| Resumo: |
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Foi analisado o efeito da aplicação do ultra-som terapêutico em lesão muscular aguda. Foi realizada uma lesão por esmagamento no músculo reto da coxa direita e esquerda em 26 coelhos (52 músculos) da raça Nova Zelândia, com peso médio de 2,2 kg. Após 3 dias da lesão, os animais foram tratados em um lado com ultra-som terapêutico com tipo de onda pulsada, razão 1:5, freqüência de 1 MHz e intensidade de 0,5 W/cm2 por 5 minutos, durante 10 dias consecutivos. O músculo contralateral serviu como controle e sofreu apenas esmagamento. Após 3 dias do término da aplicação, os animais foram sacrificados e os músculos submetidos a ensaios de tração na máquina universal de ensaio, com célula de carga de 200 kgf e velocidade de 4,5 mm/minuto. Foram analisados os resultados dos ensaios de 36 músculos (18 animais), mostrando que os músculos tratados pelo ultra-som apresentaram diferença significativa na deformação máxima, carga e deformação no limite de proporcionalidade, e na energia na fase de deformação elástica. Estes resultados sugerem que a aplicação do ultra-som terapêutico possa melhorar a qualidade da reparação da lesão muscular aguda. |
| Palavras-chave: |
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ultra-som, lesão muscular, músculo. |
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| Autores: |
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Reyes, L. C. V., Coury, H. J. C. G., Oishi, J. and Rebellato, J. R.
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| Resumo: |
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Este estudo teve por objetivo comparar movimentos realizados por trabalhadores saudáveis e portadores de disfunções músculo-esqueléticas durante a execução de uma seqüência simples de manuseio de peso. Foram selecionados 98 trabalhadores industriais, 49 saudáveis e 49 sintomáticos após uma avaliação clínica para a identificação de disfunções músculo-esqueléticas. As disfunções foram classificadas em estágios progressivos, de acordo com o grau de severidade dos sintomas e sinais físicos. Foram identificadas diferenças significativas entre os saudáveis e os sintomáticos quando se comparou fatores individuais e ocupacionais. O registro em vídeo permitiu a análise dos movimentos dos dois grupos, ocasião em que um movimento específico foi identificado apenas para o grupo de sintomáticos. Esse movimento foi associado positivamente aos estágios progressivos da lesão (p < 0,05) e aos afastamentos motivados pelo problema (p < 0,01). A relação entre esse movimento e os graus progressivos de lesão sugere que o movimento pode ter sido executado como uma compensação para dor e redução da força muscular nos membros superiores. |
| Palavras-chave: |
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distúrbios osteo-musculares relacionados ao trabalho, postura no trabalho, sistema de classificação de sintomas, manuseio de peso. |
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| Autores: |
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Ladeira, C. E.
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| Resumo: |
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Esta investigação incluiu o estudo da incidência, recorrência, circunstâncias e conseqüências de lesões futebolísticas. Sessenta e dois jogadores amadores canadenses sofreram 22 lesões durante um campeonato de seis meses. A incidência de lesões foi de 13,4/1.000 horas de partidas de futebol. O índice de recorrência de lesões foi de 27%. Oitenta e seis por cento das lesões afetaram os membros inferiores (MIs) dos atletas: 32% foram estiramentos ligamentares e 36% foram distensões músculo-tendinosas. Sessenta e quatro por cento das lesões foram causadas sem contato físico entre jogadores. Apenas 9,1% das lesões foram consideradas graves. Apesar da pequena amostra de jogadores estudados e do pequeno número de lesões observadas, os resultados deste estudo foram similares às características de lesões no futebol publicadas em outras investigações. |
| Palavras-chave: |
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futebol, lesões, incidência, epidemiologia, distensões musculares, estiramentos ligamentares. |
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| Autores: |
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Lamari, N. M. e Miura, O.
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| Resumo: |
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A alta freqüência de complicações pós-operatórias nos traumatismos das mãos e dedos por aderências cicatriciais, sugerem a aplicação de técnicas de reabilitação precoce, uma vez que a mobilização da mão neste período fornece melhor aporte vascular à área lesada, promove melhor qualidade nutricional, mantém as superfícies de deslizamento e evita a tão rotineira aderência tendinosa, que impossibilita a integridade funcional da mão e dedos comprometidos, além de evitar edemas e outros problemas pós-cirúrgicos. No entanto, há divergências em relação ao início devido, talvez, à insegurança dos cirurgiões na aplicação da técnica de cinesioterapia pós-operatória imediata após uma cirurgia que normalmente teve muitas horas de duração. Sugere-se neste estudo que a mobilização pós-reimplante ou revascularização dos dedos e/ou da mão seja iniciada após 48 horas, conforme o protocolo utilizado nos 3 casos apresentados neste trabalho, justificando, dessa forma, a integridade funcional e a reabilitação funcional da mão e dedos traumatizados. Preconizou-se o início das atividades diárias a partir do 21º dia após a cirurgia, sem qualquer incidente traumático em função da precocidade e com integridade funcional da mão. |
| Palavras-chave: |
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reimplante, reabilitação da mão, cinesioterapia precoce, traumatismos da mão. |
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