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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 3 - 1998/1999 Número: 2
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| Autores: |
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Amadio, A. C., Costa, P. H. L., Sacco, I. C. N., Serrão, J. C., Araujo, R.C., Mochizuki, L. e Duarte, M.
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| Resumo: |
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A biomecânica é uma disciplina que, entre as ciências derivadas das ciências naturais, se ocupa de análises físicas de sistemas biológicos, conseqüentemente, de análises físicas de movimentos do corpo humano. Assim, através de suas áreas de conhecimento correlatas pode-se analisar as causas e fenômenos relacionados ao movimento humano. Levando-se em consideração cada uma das disciplinas que compõem seu espectro científico, a biomecânica é apresentada como uma ciência multidisciplinar para a investigação aplicada ao movimento humano. Essa estrutura se apresenta, devido à natureza de seus estudos, num domínio dinâmico do conhecimento científico no qual sempre se busca um novo aspecto e/ou explicações de fenômenos a partir de problemas interdisciplinares. O movimento humano é conceituado e considerado no presente trabalho como o objeto central de estudos nos quais são analisadas as causas e os efeitos produzidos em relação à biomecânica. Este estudo sobre o funcionamento físico de estruturas biológicas baseia-se principalmente em medidas experimentais que são metodologicamente apresentadas e discutidas com a preocupação fundamental de análise e interpretação do movimento humano. Contextualiza-se a dificuldade metodológica de acesso ao comportamento biomecânico de estruturas internas dos sistemas biológicos, devido a sua parametrização, em termos de variáveis biomecânicas internas, portanto torna-se extremamente dependente de medições externas ao corpo humano. Desta maneira ressalta-se que a biomecânica é um importante ramo de interação com áreas diversas aplicadas ao estudo do movimento humano. Destaca-se também a validade dos parâmetros biomecânicos para a análise do movimento na busca de sua otimização, não apenas no sentido de eficiência, mas ainda em relação a um processo de economia e controle da técnica de movimento. Apresenta-se também análise e discussão de resultados práticos de investigação biomecânica sobre aspectos de aplicação do movimento de locomoção humana, por tratar-se de uma classe de movimento muito comum no comportamento motor humano, e composta por movimentos integrados e complexos, donde se conclui genericamente sobre a importância e validade destes parâmetros biomecânicos para a análise do movimento humano. |
| Palavras-chave: |
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biomecânica, análise do movimento humano, métodos de medição do movimento humano, locomoção, força reação do solo. |
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| Autores: |
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Silva, C. A. da, Guino, R., Polacow, M. L. O., Silva, H. C., Tanno, A. P. e Rodrigues, D.
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| Resumo: |
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A musculatura esquelética exerce um importante papel no controle glicêmico, pois é o maior sítio de captação de glicose induzida pela insulina. A principal função da insulina é induzir a captação celular de glicose, no entanto muitas evidências indicam que a contração muscular in vivo ou in vitro induzida pela estimulação elétrica induz a captação de glicose mesmo na ausência da insulina. O objetivo deste estudo foi avaliar as reservas de glicogênio do músculo sóleo normal e desnervado de ratos machos, adultos, tratados com metformina (1,6 µg.ml-1 e 3,2 µg.ml-1) ou submetidos a sessões de estimulação elétrica (f = 10Hz, i = 4 mA, T = 3 ms, TON: TOFF = 2 S). Ratos machos foram anestesiados e o músculo sóleo desnervado pela secção do nervo ciático; no entanto, o grupo submetido a cirurgia simulada (SHAM) teve o nervo exposto, mas não seccionado. As reservas de glicogênio foram avaliadas pelo método do fenol sulfúrico. O estudo mostrou que a desnervação por 15 dias promoveu uma redução de 52,3% nas reservas de glicogênio do músculo sóleo (P < 0,05). A metformina 1,6 µg.ml-1 não modificou a síntese de glicogênio comprometida pela desnervação; no entanto, na concentração de 3,2 µg.ml-1 houve uma elevação de 82% no conteúdo de glicogênio de músculos normais e de 125% nos desnervados (P < 0,05). Por sua vez, a estimulação elétrica promoveu uma elevação de 58% nas reservas de glicogênio dos músculos normais e 87,5% nos músculos desnervados (P < 0,05). Nossos resultados sugerem que o efeito da metformina e estimulação elétrica em músculos desnervados está em parte relacionado à elevação na captação de glicose, metabolismo e síntese de glicogênio. Este efeito associado restabelece parcialmente a homeostasia energética dos músculos desnervados. |
| Palavras-chave: |
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metformina, eletroestimulação, glicogênio, músculo esquelético, desnervação. |
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| Autores: |
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Oliveira, L. C., Gobette, V. L., Maio, F., Sugisaki, C. e Godoy, I.
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| Resumo: |
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A reabilitação pulmonar está bem estabelecida e é universalmente aceita como método adicional à terapia tradicional com a finalidade de aliviar os sintomas e otimizar a função em pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Exercícios de recondicionamento geral (ERG) são os componentes fundamentais dos programas de reabilitação. O benefício do treinamento dos músculos respiratórios (TMR) em pacientes com DPOC ainda é controverso. O objetivo do presente estudo foi avaliar se associação de TMR a programa de ERG, em reabilitação pulmonar, resulta em melhora funcional adicional em pacientes com DPOC. Treze pacientes (G1) realizaram TMR associado a ERG e nove pacientes (G2) realizaram apenas ERG. O TMR foi realizado diariamente utilizando aparelho com pressão dependente, com carga inspiratória igual a 40% da pressão inspiratória máxima (PImax) do indivíduo. Todos os pacientes realizaram duas sessões de ERG semanais, com duração de 1 hora, por período de 12 semanas. A capacidade física geral do paciente foi avaliada por meio da distância caminhada em 6 minutos. Foram medidas as alterações da PImax e da escala de dispnéia de Borg. A distância caminhada em 6 minutos não se alterou em nenhum dos grupos. Os pacientes do G1 apresentaram aumento estatisticamente significativo da PImax e redução da freqüência respiratória basal. Os pacientes do G2 apresentaram diminuição estatisticamente significativa dos valores da escala de Borg após exercício. Concluiu-se que o TMR, utilizando 40% da PImax, melhora a força dos músculos inspiratórios em pacientes com DPOC, porém não está associado à melhora na tolerância aos exercícios. |
| Palavras-chave: |
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DPOC, treinamento de músculos respiratórios, reabilitação pulmonar, exercícios de recondicionamento geral, PImax. |
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| Autores: |
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Ladeira, C. E.
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| Resumo: |
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Este artigo descreve o tratamento de um paciente com um raro caso de tensão neural adversa gerando sintomas no membro inferior esquerdo (MIE). O paciente deste caso apresentou como sintomas sinais de aderência do nervo ciático aos músculos do MIE. O tratamento do paciente deu-se por meio de manobras de alongamento do nervo ciático juntamente com uma massagem para eliminar aderências entre o tecido nervoso e o tecido miofascial do MIE. Para ilustração da apresentação de caso, o autor fez uma revisão da literatura abordando os conceitos necessários para o tratamento de tensão neural adversa. Os tópicos desta revisão foram: a anatomia do tecido conectivo neural, a fisiologia do transporte endoneural, a neurobiomecânica e a patologia de lesões periféricas nervosas. Esta revisão da literatura demonstra como uma lesão nervosa periférica proximal pode contribuir para uma disfunção nervosa distal e vice-versa. A compreensão desses tópicos pode ajudar o clínico a tratar várias disfunções que afetam o sistema nervoso periférico. |
| Palavras-chave: |
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terapia manual, mobilização, tensão neural adversa, contratura do tecido nervoso, tecido miofascial. |
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| Autores: |
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Gil Coury, H. J. C., Walsh, I. A. P., Pereira, E. C. L., Manfrim, G. M. e Perez, L.
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| Resumo: |
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O presente trabalho teve por objetivo estudar a evolução de disfunções músculo-esqueléticas relacionadas ao trabalho em um conjunto de trabalhadores que manifestaram sintomas clínicos em um período de 5 a 10 anos atrás, analisando descritivamente o quadro atual, clínico e funcional, desses indivíduos. Trinta e nove indivíduos participaram do estudo, os quais responderam a um questionário sobre suas vidas pessoal e profissional, tendo sido submetidos a uma avaliação clínica. As informações obtidas foram analisadas através de estatística descritiva, enquanto os estágios da lesão foram classificados através das Normas Técnicas do INSS para Avaliação da Incapacidade. Os resultados mostraram que, apesar de a maioria dos indivíduos (92%) terem sido afastados por motivos relacionados à lesão, 41% deles encontravam-se assintomáticos no momento da avaliação ou em grau mínimo da lesão (grau 1), 48% encontravam-se em grau 2 ou 3 e ativos e apenas 10% evoluíram para grau 4, apresentando menores ou maiores níveis de incapacidade. Foram encontradas associações estatisticamente positivas entre estágios da lesão e situação funcional atual (p < 0,001) e estágios da lesão e ano de admissão (p < 0,05). Dentre as principais conclusões destaca-se que as lesões não tiveram uma evolução necessariamente progressiva e incapacitante para o grupo estudado; pelo contrário, o mesmo apresentou-se bastante heterogêneo na avaliação atual. |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia preventiva, lesões por esforços repetitivos, distúrbios ósteo-musculares relacionados ao trabalho, afastamentos. |
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| Autores: |
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Garbelotti Jr., S. A., Garbelotti, L., e Marmo, M. R.
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| Resumo: |
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Este trabalho tem por objetivo estudar os efeitos de um programa de treinamento aeróbio, de curta duração, em portadores de hipertensão arterial. Para tanto foram analisados dois grupos. O primeiro foi formado por 30 indivíduos (14 normotensos e 16 hipertensos), os quais foram submetidos apenas a um teste ergométrico submáximo, através do qual analisamos os efeitos agudos (imediatos) do exercício. O segundo grupo foi formado por 12 indivíduos (3 normotensos e 9 hipertensos) que se submeteram a um programa de condicionamento físico, de curta duração (3 e 6 meses), baseado em exercícios aeróbios dinâmicos (bicicleta, esteira e remo). Para a coleta dos dados foi utilizado um protocolo de avaliação física para os dois grupos, o qual compreendia uma avaliação cicloergométrica na qual os dados relativos à capacidade funcional (CF) foram obtidos de maneira indireta. Resultados positivos foram observados nos indivíduos portadores de hipertensão do segundo grupo, quanto ao incremento da capacidade funcional (maior valor de consumo de oxigênio ou VO2 pico) e diminuição da pressão arterial (PA). Constatamos que o exercício atua fisiologicamente diminuindo a freqüência cardíaca (na ordem de 11% em repouso e 20% durante o esforço, após 6 meses do início do programa), aumentando o VO2 pico (em cerca de 23% após 6 meses de programa) e diminuindo a PA em repouso (na ordem de 16% para a PA sistólica e 11% para a PA diastólica após 6 meses de programa). |
| Palavras-chave: |
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fisioterapia, hipertensão arterial essencial, condicionamento físico, reabilitação cardiovascular. |
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