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Revista Brasileira de Fisioterapia
Volume: 3 - 1998/1999 Número: 1
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| Autores: |
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RT. Gonçalves
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| Resumo: |
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A utilização da técnica de Suspenso- Terapia permite a execução precisa de exercícios progressivos e facilita o trabalho do fisioterapeuta ao proporcionar a suspensão segura de um membro, enquanto suas mãos permanecem livres para a execução de procedimentos terapêuticos simultaneamente. A simplificação do equipamento para suspensão, embora limite sua aplicação às articulações do ombro e quadril, justifica a retomada da antiga técnica nas regiões do corpo onde outros recursos mecanoterápicos são impróprios ou onerosos. O projeto procurou atender ainda a necessidade de um equipamento de confecção simples e de baixo custo para viabilizar sua instalação nos pequenos espaços de uma clínica ou setor de fisioterapia de um hospital geral. Sua conformação em "L" invertido satisfez os requisitos básicos quanto à forma, dimensão e custo previstos. Sua instalação em pequenos espaços de diferentes serviços de fisioterapia vem demonstrando a eficiência da técnica e as vantagens práticas e econômicas de sua utilização. |
| Palavras-chave: |
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bioengenharia, cinesioterapia, suspensão por amarras. |
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| Autores: |
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G. Gonçalves e N.A. Parizotto
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| Resumo: |
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Os processos ulcerosos cutâneos crônicos são fatores de grande importância e interesse para os profissionais da saúde. Além de serem processos patológicos que evoluem a grande percentual de morbidade e mortalidade, são situações de difícil e angustiante manejo para seus portadores, familiares e acompanhantes, além dos próprios responsáveis pelo estado de saúde desses indivíduos. Neste sentido, o presente artigo de revisão apresenta levantamento de trabalhos científicos publicados em periódicos e livros acerca da aplicação de recursos fisioterápicos na reparação tecidual. Envolvidos nesta terapêutica encontram-se conhecimentos da fisiologia cicatricial das lesões cutâneas, influências locais e sistêmicas que podem atrasar o processo de reparo, fisiopatologia das lesões crônicas, cuidados decorrentes destas e recursos terapêuticos utilizados para estimulação da reparação tecidual. Ao se planejar possíveis tratamentos para feridas de origens traumática, circulatória ou neuropática é necessário melhorar das condições fisiológicas da área atingida e regiões adjacentes, interromper o componente de inflamação recorrente destas e aceleração do processo de cicatrização. O presente trabalho é portanto uma tentativa de contribuição ao resgate de informações aplicadas sobre o assunto de grande interesse não só ao clínico que depara-se com estas alterações fisiopatológicas, mas também aos acadêmicos de Fisioterapia e profissionais da área. |
| Palavras-chave: |
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reparação tecidual, cicatrização, fisiopatologia, feridas, úlceras, fisioterapia. |
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| Autores: |
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U.F. Ervilha, M. Duarte e A.C. Amadio
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| Resumo: |
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A normalização da amplitude do sinal eletromiográfico tem sido descrita na literatura científica como crucial para comparações entre diferentes sujeitos, dias de medida, músculos ou estudos. Já que um valor de referência comum facilitaria a comparação entre diferentes estudos, esforços têm sido feitos para selecionar o melhor critério. Simplificadamente, o presente estudo consiste no registro do sinal eletromiográfico dos músculos m. vastus medialis, m. gastrocnemius lateralis e m. tibialis anterior de dez coletas realizadas em dez indivíduos sadios, durante a passada completa do andar humano e a normalização deste sinal por um outro valor do sinal eletromiográfico através de três procedimentos distintos, a saber:
normalização pela média do sinal eletromiográfico durante uma passada
pelo pico do mesmo sinal e
normalização pelo valor máximo do sinal eletromiográfico durante uma contração isométrica voluntária máxima. Para se fazer a comparação entre os três procedimentos de normalização e o sinal não normalizado, utilizou-se o coeficiente de variabilidade obtido através da divisão do desvio padrão pela média. Os resultados mostraram uma variabilidade média da intensidade do sinal eletromiográfico para os valores não normalizados de 146%, 134% para os valores normalizados pela contração isométrica voluntária máxima e 57% e 50% respectivamente para os sinais normalizados pelo pico e pela média do sinal. Estes resultados permitem concluir que o sinal eletromiográfico tem que ser normalizado para que se possa comparar valores obtidos de diferentes sujeitos e em dias diferentes e que o valor médio ou o pico da amplitude do sinal obtido em tarefas cíclicas mostram-se valores adequados para este procedimento. |
| Palavras-chave: |
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normalização, eletromiografia. |
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| Autores: |
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R.C. Dias, LF. Teixeira, J.M.D. Dias, LA. Simões, A.C. Bastone e I.M. Nóbrega
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| Resumo: |
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Para investigar a eficácia clinica do uso de palmilhas em pacientes idosos com osteoartrite (OA) de joelhos, foram tratados e acompanhados por três meses 23 joelhos de 15 pacientes com deformidades angulares em valgo e varo. Para avaliar a dor, a rigidez, função articular do joelho e dificuldades funcionais nas atividades de vida diária (AVDs), foram utilizados o Western of Ontario and MacMaster's Universities (WOMAC) Osteoarthritis Index e o Knee Society Score (KSS) adaptados. Os sujeitos foram aleatoriamente alocados em dois grupos, sendo um experimental (n = 8) e o outro controle (n = 7). Os pacientes em ambos os grupos receberam 10 sessões de fisioterapia durante 4 semanas com intervalos de até 4 dias entre as sessões. Além desse protocolo de fisioterapia, os sujeitos no grupo experimental fizeram uso constante de palmilhas corretivas com 8 mm de elevação nas bordas medial ou lateral, conforme a deformidade. Todos os sujeitos foram avaliados antes do início do tratamento, após 10 sessões de fisioterapia e 3 meses após as 10 sessões. Os resultados indicaram que o grupo experimental, após 3 meses do término do tratamento e em uso constante das palmilhas prescritas, demonstrou uma diferença estatisticamente significante (p ≤ 0,05) em relação ao controle da dor e na melhora das capacidades funcionais quando comparado ao grupo controle. O uso de palmilhas demonstrou ser um importante recurso clínico no tratamento conservador da OA de joelhos leve e moderada com deformidade em valgo ou varo.
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| Palavras-chave: |
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osteoartrite, osteoartrose, joelho, AVD. medidas funcionais. |
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| Autores: |
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A.F. Brunetto e E. Paulin
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| Resumo: |
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Durante o exercício, o principal fator limitante para o portador de DPOC é a dispnéia. A fisioterapia respiratória procura melhorar a capacidade física destes pacientes. O objetivo deste trabalho foi verificar através da distância percorrida durante 6 min (DP6min), se melhorando o padrão respiratório e propiciando maior resistência à musculatura respiratória principal houve melhora da capacidade de exercício em pacientes com DPOC. Foram estudados três grupos: CONTROLE (normais), NÃO TRATADO (DPOC) e TRATADO (DPOC). O grupo CONTROLE apresentou resultados espirométricos normais (VEF CVF80% do previsto e VVM1OO% do previsto) e caminhou 534,25 ± 13,47 m durante 6 min. O grupo NÃO TRATADO foi reavaliado a cada 3 meses. Os valores espirométricos e da DP6min mantiveram-se inalterados no decorrer do período. A distância percorrida na primeira avaliação foi 436,17 ± 19,71 m, após 3 meses foi 460,33 ± 27,09 e após 6 meses foi 391,00 ± 26,16. No grupo TRATADO a condição pulmonar permaneceu inalterada e a distância percorrida (DP6min) aumentou significativamente após 40 sessões de tratamento fisioterápico. A DP6min antes do tratamento foi de 498,00 ± 15,91 m e após 40 sessões 541,00 ± 15,76 m (p < 05). Ao comparar o grupo NÃO TRATADO após 6 meses com o TRATADO após 40 sessões de fisioterapia, constatou-se que os pacientes submetidos a fisioterapia apresentaram melhora significativa na tolerância ao exercício. Apesar de não estar claro o mecanismo responsável pelo aumento da tolerância ao exercício, o importante é que todos os pacientes submetidos à fisioterapia relataram redução do desconforto respiratório. |
| Palavras-chave: |
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doença pulmonar obstrutiva crônica, exercícios respiratórios, espirometria, caminhada, tolerância ao exercício. |
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| Autores: |
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C.A. da Silva, M.LO. Polacow, R. Guirro, A.P. Tanno, H.C. Silva e D. Rodrigues
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| Resumo: |
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A desnervação da musculatura esquelética reduz a habilidade da insulina em estimular a formação de glicogênio. Após a desnervação, verifica-se uma série de modificações nos componentes e nas propriedades das membranas ao mesmo tempo em que a sensibilidade à insulina é reduzida. Dentre as principais alterações provocadas pela desnervação já foi constatado a redução na atividade intrínseca dos transportadores GLUT4 e redução no transporte e no metabolismo da glicose além da redução na síntese de glicogênio. Diversos autores têm observado que tanto no tecido hepático quanto no tecido muscular, o aumento na atividade da enzima glicogênio sintetase ocorre concomitantemente à elevação na concentração citosólica de glicose-6-fosfato. Neste sentido, já foi constatado que a desnervação reduz a eficiência dos processos ligados ao metabolismo da glicose e formação das reservas de glicogênio. A proposta deste estudo foi avaliar a ação do indutor enzimático fenobarbital sobre as reservas de glicogênio do músculo sóleo desnervado. Para tanto foram utilizados 24 ratos albinos, Wistar, com idade variando de 3 a 4 meses, divididos em 4 grupos. A concentração de glicogênio foi avaliada pelo método do fenol sulfúrico proposto por SIU LO et al., 1970, e a glicemia foi determinada através de teste enzimático (GOD-ANA), segudo kit para laboratório CELM-Reactoclin. Os resultados mostram que quinze dias após a desnervação houve redução de 47% (P < 0,01) nas reservas de glicogênio do músculo sóleo. A administração oral de fenobarbital não modificou as reservas de glicogênio do músculo sóleo normal, no entanto, induziu um aumento de 85% (P < 0,01) nas reservas de glicogênio do músculo sóleo desnervado, sem causar modificações na glicemia. Frente ao observado, pode-se constatar que o fenobarbital promoveu um aumento nas reservas de glicogênio do músculo sóleo desnervado. Provavelmente este efeito esteja relacionado ao restabelecimento da atividade enzimática que ficou reduzida pela desnervação. |
| Palavras-chave: |
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fenobarbital, glicogênio, músculo desnervado |
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